Amor Rotineiro

15:03


Estes últimos dias têm sido complicados.
Mas desta vez não me vou prolongar muito na minha saúde. Apenas vou continuar com um assunto que iniciei aqui. - se não leram, leiam a fim de entender o que está neste post.

Noutro dia, a falar com uma amiga, reli o texto e pensei: «quem não me conhece e não conhece o meu namorado, pensa que o único problema que me fez distanciar dele, é o facto de ele não me dar atenção quando estou mal.» Não. Nada disso. Se assim fosse, não passava de uma mimada. A verdade vai muito além disso.

Apesar de todo o seu passado sofrido e pelo facto de não ter amigos em quem confiar em tempos de necessidade e que me faz ficar de pé atrás sobre o possível termino da relação - pena ou compaixão, chamem o que quiser - a verdade é que a nossa relação caiu numa rotina. A terrível rotina que tanto combati para que ela não tomasse lugar cativo nesta nossa «casa».

Antes quando ele ignorava os meus problemas e até ridicularizava (o que sempre me fez sentir mal mas sempre perdoei, tal como relatei no texto anterior) não sei como, momentos de casal recém-formado talvez, tolerava melhor esta arrogância porque sabia que fazia parte dele. Não sei se era um «jeito do norte» dizer tanto palavrão e gozar com situações sérias, mas tolerava porque no fundo tinha uma pequena esperança que com algumas conversas ele viesse a compreender o que sentia, e assim tomasse mais atenção às palavras que escolhia para falar comigo. 
Mas não, ele nunca moderou, nunca viu o mal na sua maneira de ser, nem nunca verá. Não peço mudança absoluta do que ele é, peço apenas um ajustamento, porque eu não estou aqui para mudar ninguém, e ele não era ele se não fosse assim. 
Não sei também se este meu choque deve-se ao facto de ter crescido no seio de uma família onde raramente se ouvia um palavrão, ou quando ouvia, era numa discussão feia - ligando assim palavrões a alturas de grande conflito e não de um momento qualquer de descontracção. Só para verem bem a situação, até há bem pouco tempo nem um «porra» podíamos dizer. E também até há bem pouco tempo, minha mãe nunca tinha ouvido a sua filha a dizer palavrões - até ficar com uma unha do pé meia pendurada devido a um pequeno acidente, e tive de ir até centro de saúde arrancar o que lá ficou (QUE-DOR! Mas isto é outra história hahah!).
É que tudo bem, eu digo palavrões, muitos até,  mas em momentos sérios como uma chamada em que digo que estou a passar mal ele responder «Deixa-te de merdas, caralho»...para mim é demais e não consigo mais ignorar isto.
Por isso todas as conversas, as milhentas conversas que tive com ele a explicar a situação, em nada resultaram, criando assim uma rotina em que eu não me consigo adaptar a essa sua atitude bruta dele comigo, e ele não se habitua a este meu lado mais sensível.

Outro grande problema na nossa relação foi o inicio da própria relação. Deixem-me explicar:
eu conheci-o na Internet. Myspace estava em alta e eu por lá andava. Fui mesmo uma das primeiras portuguesas a criar conta e lembro-me perfeitamente que na aba do «procura» se pesquisassem por pessoas portuguesas, aparecia eu e mais uns 10 gatos pingados! Sem exagero.
Assim que o site explodiu e toda a gente passou a marcar a sua presença por lá, muitos adicionava-me por já lá estar há muito tempo. Estava sozinha, sem grandes amigos na escola e o momento alto do meu dia era quando chegava a casa e ligava o computador. Foi lá que o conheci, no meio de tanta gente. Aliás, conheci-o num forum, entretanto perco-o de vista e reencontro-o depois no Myspace. 
Ele sabia que falava com muita gente mas mal comecei a apaixonar-me por ele, passei de uma conta com mais de 10 mil «amigos» a uns cento e pouco. Não foi ele que me obrigou a esta redução, apenas não sentia mais necessidade de falar com tanta gente. Mantive uns tantos na lista de contactos no Myspace e no MSN e falava com todos eles, mas nunca NUNCA falava da mesma forma com que falava com o meu soon-to-be namorado. 
Talvez por ter começado assim, ele sente-se ameaçado e pensa que posso começar, da mesma forma, uma relação com outra pessoa. É certo que sempre falei com muitos rapazes via Internet, mas não havia intenção de flirt nem de traição, e para mim, quando essa intenção não existe, não há mal nenhum em manter contacto. Para ele é diferente. E por ele mudei. Passei a aceitar apenas contactos de quem conhecia na vida real e moderava também a minha linguagem. Involuntariamente criei um certo medo porque depois de tudo isto, vieram muitas brigas. Uma delas foi no Facebook em que um amigo publica no seu mural a música de uma artista com a legenda «só descobri agora», juntamente com um comentário sobre a aparência da rapariga - era gira que doí!- e eu comentei: «então ouve esta música dela» e anexei um video mais um smile ( ;) ). Não vêem qualquer maldade, pois não? Pois, mas o meu namorado viu.  Queixou-se da confiança que parecia estar a dar a um colega de trabalho, do smile e começou a dizer que eu era uma «inocente de merda» porque ele claramente estava a ver aquilo mais pela aparência dela do que pela música. (Repararam no «inocente de merda»? Deve ser jeito do norte,...ou não.) Eu expliquei que não via mal nenhum no meu comentário e quer fosse pela beleza da rapariga ou pela música, não se justificava esta reacção dele ao telefone comigo. Pois, de nada valeu. Senti-me culpada, desculpei-me para terminar logo com o assunto e pronto. 
Devido a inúmeras situações como estas, passei a ter mais cuidado com quem falava e do que escrevia. E por isto sinto-me de certa forma aprisionada. Exemplo: é o aniversário de uma amiga e um amigo. Vou escrever no facebook deles e sai mais ou menos isto:
Para ela: Parabéeens! Tudo de bom :D Beijinho*
Para ele: Parabéeens! Tudo de bom!

Entendem?

Recentemente surgiu um outro assunto que , por ter durado pouco mais do que dez minutos - pois terminei-o na hora para não haver briga - este não parou de ressoar na minha cabeça.
Aborto. Ele sempre foi tão 'descomplexado' em tudo, desde o assunto da homossexualidade ao casamento entre eles e tudo mais, mas aborto, ui aborto...e só fiquei agora a saber da sua posição neste assunto.  Só agora, depois de tantos sustos que eu tive, é que fiquei a saber que se engravidasse, ele não ia suportar um aborto porque é contra. Para vocês pode ser um problema mínimo, mas eu quero sentir que tenho controlo do meu corpo! 
Nesse mesmo dia veio outro assunto à baila, de certa forma ainda ligado ao ponto anterior a este - rapazes.
Surgiu, não sei de onde, a hipótese de ir tomar café com um amigo. Comentei com ele, na boa e ele  disse algo como «começo a achar que errei em relação a ti!» OI? «Desenvolve...o que queres dizer com isso?» «Pois eu nunca vou tomar café com amigas!» «Pois eu nunca te proibi de o fazer!!» «Mas não faço porque isso para mim é traição!» (detalhe: esta última frase dele não tenho certeza como foi, sei que não usou a palavra «traição» mas deixou entender que era disso de que falava) «Eu só considero traição quando HÁ intenção de trair, por isso não vejo o mal em ir tomar café com alguém do sexo oposto! Imagina: encontras uma amiga do teu local de trabalho, que já não vias há muito tempo, e ela convidava-te para um café. Ias?» «Ia!» «Muito bem, mas ias porquê? O que faz esta situação ser diferente do outra?» « A casualidade. Foi por acaso e não quero ser mal-educado a dizer não, por isso aceito.» - AH BOM! Para ele é traição COMBINAR um café com um amigo.
Oh mas como sempre eu adapto-me, adapto-me e deixo-te vencer, apesar de estar cada vez mais isolada e com medo do que te dizer, já que levas tudo tão a peito.

E agora a distância. A distância que sempre tolerei PORQUE O AMO!, é agora insuportável. É certo - e sim, vou repetir o que disse no outro post - foi sempre ele a fazer caminho até mim, ele sempre SEMPRE se sacrificou para estar comigo. Faz caminho de 2 a 3 horas, seja sol ou chuva, para estar comigo porque eu sei que apesar de todos estes defeitos ele ama-me. E eu nunca fiz tamanho sacrifício por causa dos meus medos, medos esses que ele passa a vida a falar deles para ver se os enfrento de uma vez por todas (mais uma vez, tough love). Por isso as chamadas e sms tornam-se rotineiras, sempre com o mesmo guião: «que fazes?», «está tudo bem?», «Vou-te ligar», «Vou-me deitar», «Boa noite (inserir nickname fofinho)».
Oh rotina, rotina... rotina...
E o «amo-te» que tenho de ser sempre eu a proferir? Isso incomoda-me tanto. Ele diz que não é necessário dizer todos os dias mas que devia provar, como ele prova, e ir ter com ele - encosta-me novamente à parede - e desliga telemóvel, para amanhã começar tudo outra vez com a mensagem de «Bom dia (nickname), que vais fazer hoje?» (detalhe, sou sempre eu que faço conversa, que pergunta se está tudo bem, e quem realmente insiste em saber se está tudo bem mesmo - porque eu reconheço a voz dele quando algo lhe está a perturbar e ele como é super calado quando «sofre» com algo, não me diz nada se eu não passar um dia a insistir no assunto).

Sim, apesar de toda esta distância, passei dois anos com ele, em que fui estudar para Coimbra e ele pediu transferência para lá. Foram dois anos juntos, em que apesar de confirmar o meu amor por ele, mostrou-me também que fico saturada com pouco e que a rotina do chegar das aulas e ele vir ter comigo, jantar e deitar, é-me insuportável. Ainda tentei mudar e convencer-lo a sair à noite mas ora ele não queria, ora eu também estava demasiado cansada para sair. 

E o sexo? Já falei do sexo? Eu sei que acontece a todas, mas após 5 anos perdi encanto em estar com ele a esse nível. Aprecio mais a sua companhia num jantar, numa saída e num cinema, do que na cama. Já sei o que vai acontecer, já sei como vai ser...e sim, já tentei mudar isso, mas como estamos juntos por tão pouco tempo, há urgência nesse «departamento». Por isso, e sendo a romântica que sempre fui, quando o vejo depois de vários dias, ou semanas que estivemos separados, eu quero sentar-me e conversar com ele e só depois, à noite, quando estiver mais à vontade, fazer amor... mas ele não. Ele chega tarde, depois do jantar e por isso quer ir logo para a cama porque tem de se levantar às 6 da manhã para fazer caminho de volta, e por isso quer que eu me despache a jantar e a arrumar a cozinha, para ir ter com ele à cama. 
E agora, viva o romantismo? VIVA!!! 
Mas não interpretem mal. Eu sei que o homem fica excitado mais rapidamente e que para eles o sexo é e sempre será um dos pilares principais numa relação, mas eles também sabem que nós demoramos a ficar excitadas e que passado algum tempo o sexo para nós torna-se rotineiro ou pelo menos não é tão excitante como antes. Também sei que ele está a tentar mudar neste pequeno aspecto... a sério que se esforça, mas «jeito do norte ou não» vem com um palavriado tão ...desconcertante... que perco logo vontade (hahahah!). Esta situação podia ser facilmente resolvida mas o facto de estarmos juntos apenas por umas horas, não nos ajuda em nada, por isso é seguro dizer que se não fosse a distância e o pouco tempo em que estamos juntos, isto podia ter salvação...isto e se calhar todo o resto,...não sei.

Agora sim, com um post mostrando o lado mais «optimista da coisa» e com este, dá que pensar e dá para entender melhor a minha situação.

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Nota: Antes que comece um mal entendido, eu coloquei «jeito do norte» mas sei muito bem que o pessoal de lá não fala palavrões a torto e a direito. Foi apenas uma das mil e uma desculpas irracionais que encontrava para minimizar algo que tinha um grande impacto em mim ;)

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18 Comments

  1. Olá querida, eu estou completamente de fora mas não acho que a tua relação esteja a ser saudável para ti. Isso de ele achar que combinar um café com um amigo é traição não passa na cabeça de ninguém. Faz-me lembrar um caso que tenho muito parecido e são os meus pais! Se a tua relação durar, pois deixa-me ser sincera mas fazes-me pensar que um dia será como a minha mãe e o meu pai. O meu pai diz as coisas e ele é que magoa. A minha mãe fica mesmo magoada e anda um ou dois dias sem lhe falar. E depois o meu pai não admite e tem de ser a minha mãe a engolir o orgulho e a fazer com que tudo volte ao "normal". O meu pai diz " a tua mãe é minha propriedade!" Só me apetece "espancar" o meu pai. Sou totalmente contra isso de querer controlar e querer tornar uma pessoa naquilo que ela não é.
    Não sei porquê mas, enquanto li este post, fizeste-me lembrar a minha mãe e as histórias que sei dela com o meu pai enquanto casal. Eles até podem gostar um do outro mas também já caíram na rotina há imenso tempo e agora tem dias em que parece que não se podem ver. Mas fizeste-me lembrar a minha mãe porque ela também se cala quando o meu pai diz algo. Cala-se para evitar confusões ou para não dizer algo que seja mal interpretado pelo meu pai e digo-te, o meu pai interpreta sempre mal as coisas. Eles são o exemplo de casal que eu não quero ser. Ao seu jeito eles até podem ser felizes como marido e mulher mas aquilo que eu reparo é tudo aquilo que eu não quero ser quando for esposa do meu namorado. E até agora mesmo. Namoro há quase 2 anos e tenho uma relação mesmo estável. Vamos esforçando-nos para não cair na rotina, vamos fazendo coisas diferentes. São poucas as vezes em que nos chateamos e bom, quando nos chateamos também não dura muito e costuma ser sempre por minha causa mas aí eu sei admitir e falo sempre com ele a seguir e as coisas ficam bem. Ao contrário do teu namorado, o meu diz para eu fazer amigos principalmente se forem rapazes porque diz que as colegas que eu tenho no sexo feminino são umas pestes, umas falsas e ele concorda comigo quando eu digo que os rapazes são mais verdadeiros no que respeita à amizade. Contudo, seja amigo ou amiga ele está sempre a dizer para eu combinar cafés, para sair, para conviver. Nenhum de nos proíbe nada. Temos muita confiança um no outro e assim é que é saudável.
    E o sexo? Se calhar não é bom exemplo porque tu namoras há 5 e eu apenas há 2 MAS, digo-te que quando estamos a ver que está a ficar rotineiros inventamos algo para "apimentar" a coisa. Usamos jogos eróticos no tablet, dados para indicar posições... Enfim, esforçamos-nos mas atenção, não estou a dizer que vocês não se esforcei.

    Acho que, apesar de tudo, deves (re)descobrir-te primeiro e perceberes o que queres mesmo e que medos tens de ultrapassar. Falar pode ser fácil mas acredita que estou aqui a escrever isto com um medo terrível de que me estejas a odiar e desculpa se te estou a magoar de alguma forma.
    E o facto de seres tu SEMPRE a começar uma conversa, isso tem de parar! Antes eu também era assim. Pois olha, deixei de o fazer e ele achou estranho, falou comigo e agora ele também começa as conversas. Na maior parte das vezes sou eu que começo a conversa porque sou a primeira a acordar mas, quando é ele, é ele e sabe bem. E quando estamos uma tarde sem falar, no final é ele que me manda mensagem a perguntar o que se passa e o que tenho feito.
    É tudo um processo e tem de ser tudo trabalhado. Eu própria tenho-o ajudado a trabalhar a sua "disponibilidade" para partilhar as coisas comigo. Ele sempre foi um rapaz mais fechado que eu e eu partilho muito mais que ele mas tenho-o "picado" para partilhar o que ele quiser comigo e tenho conseguido. Namoramos há quase 2 anos e só nos últimos meses é que ele começou a partilhar mais comigo. Como ele diz, ainda se estava a habituar a ter alguém com quem partilhar as coisas. E eu compreendo.

    Quanto a ti, quanto a vocês, só tu e ele é que podem saber o que é melhor.

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  2. Depois de ler o texto, só concluo, mas é a minha opinião, que ele mesmo com o seu jeito do norte, já te tem como "garantida" e se há algo na vida que um Homem não pode ter, é tomar uma Mulher como garantida, para mim um Homem tem que me demonstrar todos os dias que me ama, com gestos e palavras, e como é óbvio eu retribuo, porque uma Mulher quando ama, dedica-se, esforça-se, demonstra que ama.
    Mas só vocês os dois é que sabem o que sentem e sabem o que passaram juntos, e acho que deviam conversar sobre tudo o que escreveste aqui, para ele saber o impacto que tem em ti :)
    Beijinhos*
    Treze Mundos
    My Photography

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  3. Querida a rotina é das piores coisas do mundo tal como sentires-te aprisionada na tua relação. Tens de impor o teu lugar e ele tem de confiar em ti senão nunca serão felizes. Nós mulheres costumamos ceder uma e depois duas... mas chega uma altura que eles têm de ver que já não começamos a ser nós e estamos a negar a nossa essência. Não negues a tua e mostra-lhe que não estás feliz, se ele te ama vai-lhe tocar no coração. Força

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  4. ahaha, no meu seio familiar ouve-se muito "foda-se" e "caralho" e "puta que pariu". parece um filme português...! e atenção que eu sou algarvia.
    "E o sexo? Já falei do sexo? Eu sei que acontece a todas, mas após 5 anos perdi encanto em estar com ele a esse nível. Aprecio mais a sua companhia num jantar, numa saída e num cinema, do que na cama. Já sei o que vai acontecer, já sei como vai ser...e sim, já tentei mudar isso, mas como estamos juntos por tão pouco tempo, há urgência nesse «departamento». " » eu sei que isto não é a coisa mais importante mas... quando isto vai mal, a relação vai mal! o desejo sexual é muitas vezes um espelho do que se passa no relacionamento. e se a paixão se transforma em hábito... é disso que mais tenho medo: a rotina que se instala, os joelhos que deixam de tremer, o cérebro tomar a coisa por garantida... talvez por isso nunca tenha tido um relacionamento. devo ser muito idealista e criar expectativas em que a paixão prevalece sobre todos os outros factores, coisa que só acontece em contexto cinematográfico. e concordo com alguns comentários aqui no que diz respeito a ele te ter tomado por garantida, daí não se esforçar muito para te encantar ou manter a brasa acesa. lembra-te que a rotina está sempre a rondar, mas convém fugir dela com todas as forças, para evitar que um se acomode. essa coisa de achar que socializar com outrém é traição é imatura, infantil, paranóica, doentia e ridícula. além de que demonstra que te quer controlar, de certo modo. por amor de deus, ir tomar café com um amigo/a... what's the big fuss about it? faz parte do nosso quotidiano, a menos que sejamos animais associais. o problema de muitos homens é que estão mal-habituados pelas mulheres. se lhes põem comida à frente todos os dias, perdem o instinto de o fazer, porque se habituam a ter a comida de mão beijada. metaforicamente falando. bj**

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  5. Já passei por uma situação semelhante. obrigada pela partilha.
    Boa noite:)

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  6. Para começar tenho que referir uma coisa - isso de dizer asneiras a torto e direito não é o jeito do norte! Sou do norte e não digo asneiras frequentemente, assim como a maior parte das pessoas. Há aquelas que o dizem mas não é culpa do norte :P
    Quanto ao post em si, pelo que eu percebi, essa relação não te está a fazer nada bem. Referiste a certa altura que te sentes "presa" mas, a meu ver, o amor não é assim... Numa relação nós temos que ser nós próprios e, apesar de estarmos comprometidos, não significa que não temos liberdade.
    É perfeitamente visível que o amas, caso contrário não tinhas suportado isso tudo, se ele te ama ou não isso não sei mas tens que pensar mais em ti e na tua felicidade. Já estive numa relação parecida que durou 4 anos e, agora quando olho para trás, percebo que quanto mais o tempo passava mais destruidora a relação ficava.
    Não te vou dizer que deves fazer isto ou aquilo mas espero que penses em ti e no que é melhor para ti. :)

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  7. Agora entendi melhor querida. Pelo que eu entendi (se entendi errado, desculpe) esse relacionamento não está lhe fazendo muito bem, isso porque eu também tenho passado por algumas coisas que você passa, como a rotina e o sexo. Eu nunca fui boa com rotinas, e por causa de um problema psicológico fiquei incapacitada temporariamente de fazer sexo. Ou seja, existem muitas brigas, troca de insultos e palavrões é o que não falta entre nós. Isso é muito triste. Eu odeio quando ele diz que eu tenho de reagir como se dependesse só de mim ou quando diz que a culpa é minha de estar assim, juro que preferia a morte. Mas é aquilo, eu o amo muito, e acho que ás vezes me anulo por causa disso. Não acho isso certo. Achei que relacionamento fosse aprender a conviver, compartilhar, na saúde e na doença, sabe? Então, eu entendo bem pelo que você passa... Ás vezes penso em ir embora, e deixá-lo para trás, ser feliz apesar do meus problemas.... mas aí eu me lembro o quanto o amo... e tudo fica igual... mas até quando?... não fique num relacionamento destrutivo, eles dizem, mas é mais fácil falar do que fazer, não é? De qualquer forma, espero que decida o que é melhor pra Você! Beijos

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  8. Vou só fazer a resposta ao teu comentário rapidinho e já leio este mega texto,ok? R: Eu sei que parece ainda mais estupido, mas eu tenho medo que ele me tenha deixado de falar porque quis, afinal eu nunca o vi pessoalmente, mas conheço-o desde dezembro 2012, é a pessoa em que mais confio, por isso o meu medo de lhe ligar e ele não me atender sequer...

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  9. Haha ok, li 2 mega textos, mas nao me arrependi.
    É assim, eu tenho só 17 anos, nunca tive um namorado (tal como tu eras, era aquela que ia entregar bilhetes ou que ficava a ouvir as amigas a falar dos rapazes que gostavam delas e a ouvir os piropos para elas), mas olha, já me preocupou mais... Já agora isso do norte e asneiras não é bem proporcional, acho que tem a ver com cada um. Eu posso não saber muito de relações, mas o que eu sei é que essa tua relação é tudo menos saudável, ciúmes desnecessários, má-educação (sim, porque essa do norte esquece, é mesmo dele, e se fosse comigo era logo pimenta naquela lingua),"se não és minha não és de mais ninguem" achas que tu mereces ser tratada assim? Entendo que tenhas medos, toda a gente os tem, ataques de ansiedade e panico, eu tambem os tenho (mas eu é no contexto escolar), mas tens de saber definir o que é melhor para ti, uma coisa é amor, outra é obcessão, sabes? E eu não sei sinceramente o que ele sente, se é amor ou obcessão. Só sei que as atitudes dele são tudo menos normais. Tu não te podes exprimir que ele é logo "deixa-te de merdas,caralho"? Isso na minha cabeça não encaixa. Simplesmente não encaixa. Na minha casa o meu pai é um ditador, é e pronto, não vou negar, e quando algo não lhe agrada apela não ao respeito mas sim ao medo. Principalmente comigo. Talvez por essa razão ele se tenha tornado no paradigma de homem que eu nunca vou querer na minha vida. E isto é um bocado pessoal, mas vou contar-te na mesma, há uns anos os meus pais andavam a discutir muito, e um dia eles estavam no sotão e o meu pai deu um safanão (não encontrei outra palavra) á minha mãe, que até lhe cairam os brincos e acho que lhe apertou o pescoço, ela vem a correr e diz para eu ligar para a policia, o que é que eu faço? Pego logo no telefone, acho que tinha uns 11 anos na altura determinada a ligar para a policia, mesmo nem sabendo o número, queria lá saber se ele era meu pai ou não. Acabei por não ligar, porque ela disse para ficar quieta, mas juro que era a minha vontade. Depois deste episódio deprimente, fomos até casa da minha avó materna e a minha mãe contou-lhe que ele andava muito bruto com ela e sabes o que ela disse? " Então queres o quê? Aguenta,vais fazer o que?." Eu fiquei tão indignada que nem imaginas, olha era eu que ia deixar que um homem me pusesse as patas de cima, fiquei mesmo horrorizada com aquilo. Desde então, é esse o pensamento que tenho. As discussões passaram e episódios com aquela magnitude nunca mais, mas não me esqueço disso...Com esta história toda eu quero dizer é que, tu tens de pensar no que queres, superar o medo que tens das tuas possiveis decisoes, não pertences a ninguém, tens de zelar por ti. Tanta indiferença sobre as tuas coisas por parte dele, embora tu saibas o que ele sente, não dá, pelo menos para mim não dava. E desculpa pelo testamento.

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  10. Eu não sou ninguém para dizer se essa relação é ou não saudável para ti, mas vejo que tens muitos aspectos a resolver que, se não puderem ser resolvidos, vão provavelmente resultar num final menos bom para vocês os dois...
    Pensa em ti, está bem? Pensa em ti, naquilo que sentes, naquilo que queres, naquilo que mereces. Acabo de sair de uma relação em que eu só pensava nele e em nós como um casal, não em mim mesma, e por vezes desci tão baixo pela relação que agora até me envergonho. Se o teu namorado não tenta mudar as coisas e não faz de tudo para te ver feliz, algo não está certo.

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  11. Cisma já sabes a minha opinião...e não acho que devas justificações a ninguém para além de ti. Numa relação quem interessa são as duas pessoas envolvidas e nada mais...compreendo que estejas a tentar justificar-te na esperança que haja uma luz divina que te diga que as coisas vão mudar ou facilitem a situação, mas não vai acontecer. É um processo chato e nada animador...mas a rotina mata-nos...e relações que começam quando somos jovens raramente superam o crescimento que a vida nos leva a ter. Os gostos e necessidades mudam...precisamos de encantos novos e por muito carinho que haja e algum medo que estejamos a perder o tal...a realidade é que há um mundo lá fora que queremos conhecer. Preservar a amizade é o máximo que podemos fazer quando as coisas não estão a funcionar...e nem isso se torna tarefa fácil. Boa sorte e segue o teu coração.

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  12. Leio sempre os teus posts e às vezes relaciono-me tanto que prefiro nem ler até ao fim ou até comentar porque das duas uma, ou nem sei bem o que dizer ou não quero pensar no assunto hahahah. Em relação ao que escreves, já vi situações assim com amigas minhas e olha que se a coisa não muda vai dando cada vez mais cabo de ti e muitas vezes a gente acaba por dourar o passado pra justificar o presente e isso não dá e é preciso mesmo bater o pé mesmo que a seguir nos dê vontade de morrer.

    Sou do norte mas cá na família palavrões era mesmo só em ''ocasiões especiais'' xD, mas percebo a forma como reages a isso.
    Só me resta dizer boa sorte :)

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  13. Nem sei o que te dizer... Já tive um namorado muito parecido com o teu. Tive... Não fui capaz de aguentar a sua maneira de ser. Sentia-me sufocada, obrigada a tudo. Sentia-me culpada e que estava constantemente errada. O amor não é suposto ser assim... Sei que há várias maneiras de amar, mas um amor não deveria fazer-te sentir como te sentes...

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  14. Acho que não aguentaria estar na tua situação, sou sincera...

    *Beijinhos*
    Caty<3
    http://myfairytale4.blogspot.pt/

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  15. Bem, depois de uma lida aprofundada deste post, que tinha imensa informação, vou deixar-te a minha opinião mais sincera possivel: todas as relações têm altos e baixos, problemas e coisas boas mas também é necessário um pouco de sangue frio não só para saber lidar com tudo isto mas para gerir o que se deve ou não aguentar, conforme os nossos limites. Se uma conversa não funciona e se não existe adaptação por parte dele a vida de ambos, não sei bem como podes continuar com essa relação... De qualquer forma, faz o que te fizer feliz!

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  16. Julgo que ele tem de melhorar em vários aspectos, querida. Não pode ser tão brusco contigo. Tem de te mostrar que realmente te ama e quer estar contigo. Já sabes, valoriza-te e nunca te menosprezes perante um rapaz :)

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  17. Não sei o que dizer mais para além de, no teu lugar, há muito que tinha terminado essa relação, pois, por muito que se amem, o amor não é tudo, por vezes, é até muito pouco. Há coisas realmente muito importantes, e há atitudes que eu não toleraria.

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