A distância matou a amizade e o medo matou o amor.

14:30

Aconteceu.
Tive tanto medo deste momento chegar e chegou.
A distância matou a amizade e o medo matou o amor.




Vou agendar isto para amanhã (ou hoje vá...) mas inicio este post às 4:44 da manhã. (pausa para fazer o pedido habitual das horas com números repetidos).
Agora que escrevo isto, o texto toma toda uma nova introdução, por isso, aqui vai:
sou um ser de vícios, um ser de rotinas, um ser cheio de superstição. E não digo isto como todos dizem por aí, sem realmente passar por todos os males que isto trás. Não digo isto para parecer sofrida e para conseguir de vocês um sinal de simpatia. Não digo isto para parecer fixe (porque pelos vistos as doenças psiquiátricas estão na moda).
O que aqui vou escrever é um lado meu que nunca falei aqui no blog. Pois isto sempre foi espaço de partilha e por isso, como não tenho ninguém com quem falar, falo para vocês o que se está a passar comigo.

Resumindo: em toda a minha vida tive apenas dois rapazes interessados em mim. Um que partiu para a Suiça quando finalmente tinha reunido coragem de me declarar a ele, e o outro é o meu actual namorado. 
É isso mesmo, nunca foi das raparigas que recebia bilhetes no dia dos namorados, nem nunca conversava sobre um rapaz com o meu grupo de amigas que sabiam que ele estava a olhar na nossa direcção, enquanto soltávamos gargalhadas para chamar ainda mais a atenção. Nunca recebi bilhetinhos. Eles não vinham atrás de mim e eu não corria atrás deles. Nada! O mais perto disso foi um rapaz no meu sexto ano, que sempre que me via de boné, corria até mim, roubava-o e eu corria atrás dele para lhe dar porrada e chorar depois de tanta emoção (medo) que aquilo me deu. 
Sempre fui a amiga feia e gorda do grupo das meninas populares. Sempre fui a moça dos recados. Sempre fui a que recebia bilhetes dos rapazes...para entregar à minha amiga. Eu era o pombo correio dos casais mais badalados da escola.

Até que um dia, no meu 8º ou 9º, um rapaz mais velho começou a aproximar-se de mim. Falava comigo nos intervalos. Falávamos de música principalmente. Ele mostrou-me uma banda que me marcou muito nessa altura: os Slipknot. Ele era mais velho e fazia parte daquele grupo que todas as escola têm, o grupo dos freaks metaleiros ou os «rebeldes»... E eu como sempre me vestia de preto e ouvia heavy metal em casa por influência do meu pai, sentia-me mais à vontade com aquele rapaz, do que com todas as minhas amigas até ao momento. Mesmo estando à vontade, pouco ou nada falava. E achava engraçado como, mesmo não falando, ele não me julgava, insistia em estar comigo, uma vezes em silencio absoluto durante vinte minutos, e outras vezes a falar sem parar. Depois despedia-se e dizia sempre que vinha ter comigo no próximo intervalo. Assim foi... até que veio o Verão, eu vou para Lisboa (como sempre fiz desde criança) e quando regresso para um novo ano lectivo, ele já não se encontrava nem na escola, nem na vila. Foi para o Algarve tirar um curso profissional e pouco depois emigrou para a Suiça. Custou-me sentir-me novamente sozinha, mas não foi tão difícil como imaginava porque nunca nos envolvemos, nem nunca demos as mãos, muito menos beijos ou algo mais. Até fugi dele umas vezes no final do dia de aulas, para não o encontrar na paragem de autocarro, porque ele fazia-me sentir tão nervosa. Aquele nervoso miudinho e que agora sei que é tão bom... mas que na altura não dei o devido valor.

Pronto, ele foi embora e depois houve um rapaz, filho de uma professora e por isso bastante popular na escola. Fazia muitas vezes caminho para casa acompanhado por ele, porque vivia perto de mim. Falamos, trocamos cds,...mas ele gostava da minha amiga. Detalhe, ele nunca me iludiu. Eu é que me deixei iludir porque desde o inicio, bem antes de pensar que gostava dele, ele já me pedia para entregar bilhetes a essa minha amiga. Eles namoraram e eu ali, assistindo tudo com sorriso na cara. Depois ele vai embora, para a faculdade e pronto, ali fico eu, novamente sem uma pessoa com quem falar.

Entretanto acontece tudo o que aqui já falei: ataques de pânico surgiram, apoderaram-se da minha vida, ganhei mil e uma novas fobias, outras mil e uma novas rotinas e superstições para me dar o falso sentimento de controlo da situação.
Sem ninguém com quem falar, ficava horas no computador a falar com estranhos que partilham os mesmos gostos que eu. E nisto surge o meu namorado e já são quase 5 anos de relacionamento.

Ele tinha acabado de chegar a Portugal (da Suiça), depois de um ano por lá a trabalhar. E apesar da sua forma meia apática de mostrar simpatia, apaixonei-me perdidamente por ele. Finalmente, senti o que o amor era e finalmente (e infelizmente ou felizmente) senti a verdadeira dor do medo em perder aquela pessoa.

Ele vivia noutra cidade por isso falávamos muito via MSN e Myspace (lembram-se destes dinossauros?). 
Foi com ele que falei pela primeira vez sobre todo este meu sofrimento com os ataques de pânico e ansiedade, mas nunca deu muita importância. Partilhamos música, filmes...tudo em comum! Foi ele que me mostrou a música que me fazia chorar sempre que a ouvia, pois mesmo ele não mostrando até hoje, de forma carinhosa e humana, que me ama, ele mostrava isso ao dedicar-me músicas. Marcamos encontro, conhecemo-nos e vi que a imagem que ele passava era exactamente como ele era: sem sorrisos, sério, do género «too cool for school» hahah, mas havia alguma coisa no seu olhar que mostrava que gostava de mim, por isso enfrentei o grande medo da minha vida até então e, depois de muitos encontros com amigos nossos presentes, marcou-se um só para nós os dois. Ele fez quilómetros e quilómetros para estar comigo. E então surge o beijo, o nosso primeiro beijo e o MEU primeiro beijo. Namoramos escondidos durante muito tempo, por minha causa. Tinha medo como os meus pais iam reagir visto que até eles me viam como a rapariga dos recados das minhas amigas. Depois de muita insistência e até algumas brigas, lá contei aos meus pais e ele foi lá a casa conhecer-los. Deram-se super bem! Tudo corria bem... mas a nossa relação sempre foi à base da distância e os meus medos não ajudaram em nada a nossa relação, só a minaram.


Conto-vos tudo isto, para entenderem o que vem a seguir.
Como já disse, são quase 5 anos numa relação em que apenas um ano foi feito na companhia constante um do outro, quando estava em Coimbra a estudar e ele pediu transferência para longe de casa, só para estar comigo.
Ele sempre foi o que mais se sacrificou para estar comigo. Tenho perfeita noção disso. E por isso, se calhar, encostei-me à sombra da bananeira durante muito tempo. Mas agora com o final da minha licenciatura e com a mudança para Viseu, vi-me forçada a enfrentar o medo em fazer quilómetros de transporte público para ir ter com ele. Os quilómetros que sempre foi ele a fazer...tinha de ser eu agora a fazer-los.
Nas consultas com a psicóloga chegou-se à conclusão que tinha mesmo de enfrentar este medo senão a nossa relação podia morrer porque ele realmente dá muita importância a isto. Por isso, sozinha, comecei a habituar-me à ideia paralisante de entrar num transporte público, com o risco de ter um ataque de pânico e de a viatura seguir caminho, sem parar para me dar oportunidade de respirar e acalmar-me, e sem ninguém do meu lado para me dizer que está tudo bem.
É um trabalho em grande parte psicológico, e por isso posso dizer que hoje (dia 23) vou meter-me no alfa (para ser mais rápido) de Lisboa a Aveiro. Não que tivesse planeado mas tive que cá vir por causa de umas entrevistas de emprego, e como os meus pais, que me trouxeram, não puderam ficar por cá, «que remédio tenho eu» senão ir de comboio.

«Que remédio tenho eu», disse-lhe ao telefone.
E ele diz-me que só faço sacrifícios quando realmente não tenho remédio e que até então continua à minha espera em Coimbra... e que por isso ele sente-se menos urgente, esquecido, porque não há esse sentimento de «que remédio tenho eu», pois eu sei que se  se passar mais do que duas semanas sem nos vermos, ele vem ter comigo. Eu sei que apesar de todas as brigas, ele está cá, do meu lado. E sei que apesar de ele nunca me ter abraçado a meio de um ataque de pânico mas antes manter a distância e uma certa indiferença, eu sei que ele estava ali na sala, a observar-me caso a crise ficasse pior. Foi sempre assim a nossa relação. Eu demasiado emotiva, e ele apático. Não quero com isto dizer que ele não mostra o que sente. Ele mostra: ele é das pessoas mais sofridas que conheço e por ter o passado que tem, justifica-se perfeitamente essa sua forma de mostrar que se preocupa com alguém. Ele é carinhoso, atencioso, ouve-me sempre em momentos em que estamos juntos, mas quando há distância e ligo-lhe em desespero porque estou a ter ataque de pânico, ele apenas ouve e nada ou pouco diz porque acha que tudo isto começa a ser ridículo. Ele nunca entendeu o que sinto e o que passo. E também nunca celebrou comigo as pequenas vitórias. Pois as pequenas vitorias são para ele um passo que já devia ter tomado há muito tempo, e as grandes vitórias são pequenas. Ele sempre me amou na base do tough love - se eu tivesse medo de saltar de um penhasco, ele atirava-me sem avisar; eu odiava-o durante a queda mas sabia que ele estaria lá em baixo para me apanhar. Entendem? E quando caio nos seus braços e fico contente e com vontade de celebrar, ele olha para mim, abana a cabeça em sinal de reprovação, dá-me um beijo para me calar e vamos embora.


Sem mais rodeios, que momento foi este que chegou e que falei no inicio deste texto?
Foi o momento em que sinto que devo de fazer esta caminhada sozinha. Mas eu amo-o tanto, e ele ama-me a mim, que eu bem sei. Já passei tantos momentos maravilhosos com ele...únicos. Temos a nossa maneira própria de nos comunicar, sem que os de fora entendam, pois um olhar basta. Temos uma linguagem também, aquela que sempre odiei quando via nos outros, quando falavam em diminutivos e com voz de criança. Foi com ele o meu primeiro beijo, a minha primeira noite de amor, os meus primeiros encontros, as idas ao cinema e passeios na praia. Com ele superei tantos medos. Com ele vivi uma paixão que nunca tinha sentido até então, mas...a distância mata a amizade e os meus medos mataram o amor, e este deu lugar à indiferença, apatia e sentimento imponente de querer ver o mundo lá fora. (oh mas eu o amo tanto...). Tento ser racional e digo que sempre o vou amar (é verdade) e que todos passam pelo fim do relacionamento do primeiro grande amor (é verdade) e sobrevivem (parcialmente verdade, pois este momento marca a todos). (oh mas eu o amo tanto!)...E sei que ele merece melhor, uma mulher e não uma rapariga, alguém com idade mental que ele tem, que faça os sacrifícios que ele fez por mim e eu não fiz por ele (mas eu o amo tanto!) e que encare a forma dura de amar dele com melhores olhos e que o faça abrir mais, coisa que nunca consegui sem uma discussão pelo meio - ele é muito fechado e introvertido, preferindo sofrer sozinho do que partilhar - (oh mas eu o amo tanto!). E aquele sentimento horrível que tinha, sempre que se colocava a hipótese de me separar dele, continua cá, mas de forma mais tolerável, como se fosse um passo necessário a ser tomado. (mas eu o amo tanto e não me consigo imaginar com mais ninguém!). E penso também que se calhar não me consigo imaginar com mais ninguém porque realmente nunca tive com mais ninguém. (mas eu o amo...tanto!). E se ele não me entende e nunca me entendeu, não vai ser agora ao final de 5 anos, que me vai abraçar a meio de um ataque e que não me vai largar até ficar bem. Ele sempre me confrontou de forma arrogante e bruta para enfrentar os meus medos mas sempre esteve do meu lado ...e eu o amo tanto por tudo isso e muito mais.

Por isso chega o momento, o momento mais temido, o momento em que tenho de decidir se o devo enfrentar ou não, se o devo largar ou não. Saber se estou a ser egoísta ao guardar-lo só para mim, sabendo que não o mereço. Pensar se devo largar este homem que já sofreu tanto e continua a sofrer por minha causa, mesmo sem o mostrar, e dar-lhe mais um motivo para ser fechado e introvertido para com todos. Ele que, tal como eu, não tem aquele grande amigo com que falar caso algo corra mal. Ele que sempre sofreu em silêncio enquanto eu grito o meu desespero.

Tenho de me decidir...
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30 Comments

  1. Cisma, eu namoro há mais de 7 anos e temos um relacionamento bem parecido com o que você descreveu... Ele ama você, pois se não amasse já teria ido embora. Você não tem culpa de ter os problemas que tem, infelizmente, essas coisas acontecem com as mentes dos seres humanos. Eu tenho fortes crises de raiva que chega a agressão, já quase agredi ele e mesmo assim do jeito dele ele entendeu e fica do meu lado. Eu ás vezes grito, quero morrer, tento morrer, e ele está aqui pra me salvar, do jeito dele, ás vezes acho que ele é indiferente, mas isso é irracional, uma pessoa indiferente teria ido embora, mas ele ficou. Eu tenho problemas no útero que impedem que a gente tenha relações íntimas, mas mesmo assim ele fica e tenta me animar dizendo que logo o médico vai me consertar e tudo ficará bem. Eu falo muitas vezes que ele deveria ir embora e procurar alguém mais "normal", mas ele fala que vai ficar comigo até o fim e que nenhum de nós dois tem culpa dessas coisas terem acontecido, são apenas obstáculos que temos de ultrapassar não importa quando tempo leve. Então, pense bem, converse com seu coração e tome a decisão que for melhor pra você.
    Beijos
    http://gotinhasesperanca.blogspot.com.br

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    1. Lá está. Não sei como o seu namorado é, mas caso eu gritasse como você fez/faz, ele virava as costas e ia embora. É a forma dele lidar com a situação. Ele volta? Volta, mas fico super irritada porque el nunca quer falar do que se passou. Entendes?
      Todos estes problemas acumularam e eu começo a sentir que deve haver uma mudança drástica em mim e nele, senão esta relação não dura muito mais... :/
      Como a psicologa me disse: tanto eu como ele esperamos ver alguém diferente um no outro e ficamos à espera que um mude para o outro mudar também, mas é errado porque ou faz-se o esforço conjunto, ou então nada acontece e continuamos neste ciclo vicioso. :/

      enfim, não sei mais o que pensar...
      Obrigada pelo seu comentário. Sempre tão assídua :D obrigada!
      beijinho

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    2. :) me preocupo de verdade com você. Beijinho.

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    3. Sentimento é mútuo então :D
      beijinho

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  2. É daquelas decisões que só tu deverás tomar e saberás qual é a certa... a que for a mais acertada para ti.
    Porque são os dois, mas também deve haver um, tu, primeiro... que és importante... como se costuma dizer, quem não gostar de nós quem gostará?
    Acredito que irás decidir o melhor, e cá estaremos para te apoiar.
    Força, muita força !!!! *

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    1. Obrigada querida, a sério!
      Pensava que tinha de me decidir esta semana mas pelos vistos ainda não vou estar com ele e se tomar alguma decisão, quero fazer com ele presente, cara a cara. Tenho mais uns dias para pensar bem no assunto. A ver vamos.
      Beijinho

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  3. Se ele ficou até agora é sinal que te ama de verdade. E um amor de verdade é o que de melhor se pode ter hoje em dia :) Pensa bem antes de tomar qualquer decisão. Mas, acredita, quando tomares uma decisão (seja ela qual for) não olhes para trás! E força. Muita força :)

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    1. Pois eu sei, mas esse isto está a esgotar-me e eu sinto que ele merece melhor, entendes? Sinto-me egoísta ao tentar sempre remendar tudo e de inventar mil e uma desculpas para não ir ter com ele. Depois quando estou com ele sinto-me mal, pq menti....entendes? Eh pá, é tão complicado.
      Beijinho Cláudia!

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  4. Se calhar é uma pergunta estúpida, mas já te sentaste em frente a ele e tiveste uma conversa séria sobre isto? Já lhe explicaste estas tuas inseguranças em relação a certas atitudes dele, calmamente? Mesmo que ele seja apático e mesmo que ele não fosse dizer grande coisa em resposta, parece-me que é um bom ouvinte. Tenho a certeza que ele tentaria mudar as coisas de alguma forma.

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    1. Já, já tive essa conversa mais do que uma vez. Daí eu estar tão cansada com esta situação porque nada muda. Porque tal como a psicologa disse: eu e ele estamos à espera que um mude para o outro mudar também. E como isso não vai acontecer da forma como idealizamos, vamos continuar sempre neste ciclo vicioso. Ou começamos essa mudança, a sério - e não apenas durante uns dias e depois volta-se ao mesmo - , ou então esta relação, apesar de todo o amor, vai-se desgastar.

      enfim, não sei mais o que pensar....
      beijinho

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  5. Passei-te um desafiooo!
    Muita força rapariga!!!

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    1. Desculpa só vi agora o teu comentário :/

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  6. Sei o que sentes em parte, por ter os mesmos problemas que tu. No entanto, não posso falar em termos de relacionamento porque sou a rapariga que mencionaste no inicio do texto, que muito provavelmente faz o papel de pombo correio e de consultório sentimental. Mas sei... Como era importante naqueles momentos que estás a ter um ataque e precisas de falar, falar, falar sobre tudo o que estas a sentir para te acalmares. De como precisas que essa pessoa te responda "não tens nada", "está tudo bem! tem calma. Respira!", porque é necessário. Precisas disso! Mas pelo que li, acho que o teu namorado precisa de ler este texto e saber na totalidade o que sentes. Isso de ele ter que descobrir, nem sempre acontece... E os rapazes nem sempre são muito bons para perceber o que vai na nossa cabeça. Portanto, fala com ele. Diz-lhe o que sentes em relação ás tuas fobias... Não são ridículas. É o que tu sentes, o que tu és. E se ele te ama, como tenho a certeza que te ama, vai compreender e tornar esses pequenos aspectos mais favoráveis na vossa relação.
    Desejo-te o melhor e que corra tudo bem! :)

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    1. ou escrevi mal ou entendeste mal ;p eu sou essa rapariga que recebe os bilhetes para dar às amigas ;) apenas contei esse momento para dar um enquadramento com o que disse depois.
      eu já tive conversa séria com ele, mas ele continua a achar ridícula toda a situação. entende mas não entende, entendes? (heheh) acha que tudo é capaz de se ultrapassar de eu realmente quiser e que não estou a fazer o esforço necessário para ultrapassar tudo. quando mal ele sabe o sacrifício que isto é todos os dias. chega-se à cama com o corpo tão cansado mas por estares ainda nervosa, nem dormes direito. é horrivel :(

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  7. Mandei-te um mail, por favor, quando puderes lê :)

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  8. Força! Se quiseres desabafar, é só dizer*

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  9. os caminhos às vezes se separam... e só lá na frente entendemos que foi melhor assim.
    sorte e coração tranquilo.

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    1. :) a ver vamos o que vai acontecer e se é mesmo precisar separar os «caminhos»
      beijinho e obrigada!

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  10. Quando chegamos ao momento em que nos conformamos com a ideia que tem que acabar é porque algo está errado...é porque precisamos de descobrir mundos novos e deixar outros descobrirem os deles. É normal que o ames hoje e sempre...ele foi o primeiro e o carinho mantem-se para sempre. Mas por vezes precisamos de conhecer o mundo para nos apercebermos do que é importante. E aí se o sentires só terás de baixar a cabeça e o admitir...admitindo que ele era o tal. Se o podes perder? Sim. Mas secalhar se não fores conhecer o teu mundo e a tua realidade o carinho que tens por ele vai-se tornar em cansaço e perder a paixão...e isso é dificil de resgatar. Segue o teu coração e teu instinto. Não tens que o odiar nem acabar em mau pé. Tens nele um amigo...mas fala com ele e explica o que se passa no teu coração.
    Acima de tudo tem orgulho da tua decisão por dificil que seja e bola para a frente...há um mundo lá fora e tens muito para aprender. Boa sorte querida. Qualquer coisa...mail me*

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    1. precisava ler isto.
      não sei mais o que dizer. a sério, obrigada!
      Beijinho e desculpa não acrescentar nada de relevante mas o teu comentário apaziguou-me um bocado mais a alma.

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  11. que desabafo, meu deus. Nem sei bem o dizer, apenas que me tocou profundamente. Há uma frase do Daniel Oliveira que é qualquer coisa como "Quando se pensa em ir, já se foi", e no meio disto tudo acho que embora o ames, embora ele vá continuar a marcar-te para o resto da tua vida, houve aí qualquer coisa que se quebrou, uma ponte que deixou de existir, e tu precisas de coisas novas, de ares novos, de experiências novas...tudo isso que não podes ter com ele. Pelo que percebi estàs numa espécie de transição que só pode ser feita por ti mesma, sozinha.
    Força!

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    1. e é uma ponte que tento construir sozinha e que em nada resulta porque ele recusa aceitar o que sou... e eu recuso aceitar como ele é perante ao que eu sou.
      obrigada pelo teu comentário. mesmo.
      beijinho

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  12. Sim! Eu tinha recebido. Mas expliquei tudo na resposta ;) Obrigada por tudo Cisma!

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    1. ah já vou ler daqui a nada então ;)
      beijinho

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  13. Cisma acho que nessas coisas do amor estamos muito influenciados pela literatura e pela televisão e temos uma visão "normal" do que deve ser o amor, quando de "normal" o amor não tem nada. Não há um modelo, cada relacionamento é um relacionamento... essa é uma decisão que deve ser apenas tua, na qual deves pensar muito porque vai afetar muito a tua vida daqui para a frente, seja essa decisão qual for. Eu sou apologista que para estarmos bem com alguém temos de estar bem primeiro sozinhos, mas isso é a minha maneira, e, como já disse, cada caso é um caso e talvez fosse bom falares com ele sobre isto tudo e ouvires o que ele pensa, porque numa relação são duas pessoas e nenhuma faz mais sacrificios que a outra, ele faz os dele, tu fazes os teus... beijinhos grandes

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    1. Concordo com a influência , mas felizmente neste caso nunca fui muito iludida. Talvez no inicio por ser inexperiente mas não sou mais.
      Vou ter ainda essa conversa sim. Quanto aos sacrifícios, concordo mas no meu caso acho mesmo MESMO que ele faz bem mais do que eu :/
      A ver vamos!
      Obrigada pela atenção Ana! Beijinho

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  14. nunca tive um relacionamento mas digo-te isto: whatever it makes you happy! desde que um relacionamento te faça feliz e preferencialmente de forma saudável, não interferindo com a tua sanidade mental, vai em frente. reflecte o tempo que achares necessário e toma uma decisão, ficar em águas de bacalhau é que não dá, é exaustivo e tu sabes bem disso... beijooo*

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  15. Decide pelo que for melhor para ti, e isso, só tu o podes decidir.

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